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UFMA promove a confecção de dez mil máscaras por costureiras do Itaqui-Bacanga

“Este é um momento que a extensão universitária precisa mostrar a que veio”, diz a pró-reitora de Extensão e Cultura, Zefinha Bentivi. (foto arquivo)

 

Em tempos de pandemia da Covid-19, a solidariedade é um dos pilares para a renovação da esperança na sociedade e para o reforço no controle da disseminação do coronavírus. Tendo isso em vista, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da UFMA promove um projeto com expectativa de produção de dez mil máscaras em um mês, a serem distribuídas gratuitamente a comunidades do Itaqui-Bacanga, graças a uma parceria que envolve a participação de dez costureiras do Sá Viana, Vila Verde e Conjunto Bacelar, bairros do entorno da Universidade.

O projeto, chamado de Máscaras pela Vida, é uma iniciativa da Proec e é coordenado pelo professor do curso de Turismo Saulo Santos, contando também com a parceria de vários setores da instituição, como Diretoria Interdisciplinar de Tecnologias na Educação (Dinte); Superintendência de Tecnologia da Informação (STI); Superintendência de Comunicação e Eventos; Diretoria de Empreendedorismo da Pró-Reitoria da Agência de Inovação, Empreendedorismo, Pesquisa, Pós-Graduação e Internacionalização (Ageufma), além da participação voluntária de docentes, técnico-administrativos e discentes da UFMA, de instituições públicas, privadas e do terceiro setor.

A confecção das máscaras começará ainda esta semana, em associações dos bairros das costureiras. O projeto tem duração de 90 dias, prazo que pode ser postergado de acordo com a necessidade e com a situação da pandemia. Os recursos iniciais serão financiados pela Universidade, por meio da Proec, o que inclui a compra de materiais e pagamento às costureiras.

Cuidados especiais

A UFMA também está contribuindo com a avaliação e organização dos espaços, respeitando as normas de higiene e de distanciamento entre uma trabalhadora e outra. A instituição também fornecerá aos locais álcool glicerinado produzido em laboratório por professores, técnicos e alunos da Universidade.

O projeto Máscaras pela Vida também está buscando parcerias com a iniciativa privada para auxiliar com a compra de materiais e com a manutenção do trabalho remunerado para as costureiras, tão importante para elas e para suas famílias no atual cenário de retração da economia. A distribuição das máscaras será feita pelas empresas participantes, caso tenham suporte logístico, mas já há uma parceria firmada com a Polícia Militar para que oficiais possam organizar e realizar o repasse dos itens, de modo a evitar aglomerações.

A segunda etapa do projeto abrange um curso presencial e virtual no Centro Pedagógico Paulo Freire e por meio de vídeos, respectivamente, a fim de capacitar ainda mais pessoas da comunidade para a produção de máscaras. A proposta ainda inclui a criação de uma plataforma e-commerce para auxiliar as trabalhadoras na venda de máscaras posteriormente, cuja viabilidade está em análise. A capacitação abarca a produção e compartilhamento de vídeos educacionais para confecção dos artefatos, a produção de um e-book instrucional e a produção de folders educativos.

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