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Economia e Negócios

Maranhão encerra primeiro trimestre com 424 mil desempregados

A taxa de desocupação do Maranhão, no primeiro trimestre de 2020, foi de 16,1%, registrando aumento de 4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre anterior (12,1%). Maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia, 18,7%, Amapá, 17,2%, e Alagoas, 16.5%, enquanto as menores foram observadas em Santa Catarina, 5,7%, e Mato Grosso do Sul, 7,6%. Em números absolutos, a quantidade de pessoas desocupadas no Maranhão aumentou em cerca de 100.000 indivíduos entre o 4° trimestre de 2019 e o 1° trimestre de 2020.

Período Brasil Nordeste Maranhão
1º trim 2020 12,2% 15,6% 16,1%
4º trim 2019 11,0% 13,6 12,1%
1º trim 2019 12,7% 15,3% 16,3%

 

Em todas as UFs, a taxa de desocupação das mulheres foi maior que a dos homens, sendo que, no Maranhão, essa taxa para as mulheres foi de 18,7%, enquanto para os homens foi de 14,7%. A maior taxa de desemprego para as mulheres, dentre as UFs, foi na Bahia, na ordem de 22,3%. No recorte feito sob o critério de cor/raça, as populações preta e parda apresentaram números percentuais mais elevados que a população branca.

 

Recorte territorial Branca Preta Parda
Brasil 9,8% 15,2% 14,0%
Nordeste 13,0% 18,4% 15,9%
Maranhão 13,4% 16,8% 16,7%

 

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada), no 1º trimestre de 2020, no Maranhão, foi de 41,9%, número menor apenas que o do estado do Piauí, 45,0%. No Brasil, esse indicador apresentou taxa de 24,4%.

Dentro da composição subutilização da força de trabalho estão os desalentados, e, no Maranhão, esse número aumentou em relação ao trimestre anterior. No 1º trimestre de 2020, esse número foi de cerca de 572.000 pessoas. No Brasil, como um todo, havia, nesse mesmo período, cerca de 4.770.000 pessoas em situação de desalento, situação caracterizada fundamentalmente pela desistência de procura por trabalho, embora, caso apareça emprego, a pessoa está à disposição. A Bahia é a UF com maior número de desalentados: 778.000 pessoas. Já o percentual de desalentados (total de desalentados sobre o total da população na força de trabalho e desalentada), chegou, no Maranhão, no 1º trimestre de 2020, a 17,8%, bem maior que a média Brasil, que foi de 4,3%.

Enquanto no 1º trimestre de 2020, do total de pessoas ocupadas no setor privado, no Maranhão, 51,6% não tinham carteira de trabalho assinada, no 4º trimestre de 2019, esse percentual era de 52,4%. Observando o trabalho doméstico, o percentual de empregados sem carteira de trabalho assinada no Maranhão foi de 89,7% no 1° trimestre de 2020, enquanto, no trimestre imediatamente anterior, foi de 87,3%. Construindo um proxy mais geral sobre informalidade, quando além do setor privado e do trabalho doméstico, inclui-se informalidade em outras posições na ocupação, como empregadores e trabalhadores que atuam como conta própria sem CNPJ, além de trabalhador auxiliar familiar, temos os seguintes números para Brasil, Nordeste e Maranhão:

 

Recorte Territorial 1° trim 2020 4º trim 2019
Brasil 41,0% 39,9%
Nordeste 53,8% 52,6%
Maranhão 60,7% 61,2%

 

Para esse indicador, que é um proxy geral de informalidade, o Maranhão (60,7%) teve o segundo maior percentual no ranking dos estados, atrás apenas do Pará (61,4%). A menor taxa percentual foi observada em Santa Catarina, 27,9%. Os ocupados no Maranhão, no 1° trimestre de 2020, totalizaram 1.354.000 na situação de informalidade. No que concerne à taxa de contribuição previdenciária, do total de pessoas ocupadas no Maranhão, 62,2% (1.375.000) não contribuíram no 1º trimestre de 2020 para instituto de previdência. No Brasil, o percentual de ocupados não contribuintes de instituto de previdência foi de 36,4%, formando um contingente de 33.799.000 pessoas.

Os trabalhadores por conta própria no Brasil, no 1º trimestre de 2020, alcançavam 26,2% do total de pessoas ocupadas, redundando um montante de 24.159.000 trabalhadores nessa condição, também conhecida como trabalho autônomo. No Maranhão, esse percentual era de 32,8%, gerando uma força de trabalho nessa posição de 724.000 pessoas. As UFs com maiores percentuais de trabalhadores na condição de conta própria eram Amapá, 39,5%, e Pará, 35,2%. A UF com menor percentual de pessoas nessa posição de ocupação é o Distrito Feral, 19,3% do total de pessoas ocupadas.

No Maranhão, do total de pessoas desocupadas, isto é, que estavam desempregadas, mas que procuraram emprego, no 1º trimestre de 2020, 30,3% estavam a procurar trabalho há dois anos ou mais. Esse percentual, no Brasil, era de 23,9%, e no Nordeste, de 26,5%. Trabalhando com números absolutos, esses 30,3% no Maranhão representavam 129.000 pessoas. No Brasil, 3.075.000 pessoas e no Nordeste, 1.020.000.

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas, levando-se em conta todos os trabalhos, no Maranhão, foi de R$1.409,00, montante superior apenas ao registrado no Piauí, que foi de R$1.401,00. No Brasil, esse tipo de rendimento foi de R$2.398,00. Esses números para Maranhão e Brasil apresentaram estabilidade em relação ao 4º trimestre de 2019, embora no caso do primeiro, houve leve tendência de oscilação positiva.

Mais sobre o assunto

De um modo geral, o trabalhador formal aufere renda maior que o informal. Por exemplo, observando o setor privado, o trabalhador com carteira de trabalho assinada auferiu, no 1° trimestre de 2020, no Maranhão, uma renda praticamente superior em cerca de 100% ao rendimento do trabalhador sem carteira de trabalho assinada: R$1.616,00 e R$790,00, respectivamente. No Brasil, essa diferença era de cerca de 50% a favor dos trabalhadores formais do setor privado em relação aos informais: R$R$2.276,00 e R$1.504,00, respectivamente.

A massa de rendimento real habitual proveniente de todos os trabalhos no Maranhão, no 1º trimestre de 2010, alcançou a quantia de R$3,010 bilhões, sendo menor em R$80 milhões ao montante alcançado no trimestre imediatamente anterior, que foi de R$3,090 bilhões.

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